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[Atlanta, EUA] Com diversos países representados numa grande conferência como esta, a multiplicidade de línguas é enorme e muitas pessoas têm o inglês como segunda língua, mas e quem não entende? O trabalho dos tradutores é fundamental para quem fala outro idioma se sentir integrado no evento e um time com mais de 200 pessoas trabalha o tempo todo, se revezando para traduzir as reuniões, relatórios e cultos. As dificuldades técnicas existem, já que é transmissão FM e com as inúmeras rádios ao redor do Georgia Dome, a potência tem que ser baixa para não atrapalhar.
Odette Ferreira é a coordenadora da tradução e trabalha na Conferência Geral no setor de Educação. Ela explica que o valor dos voluntários é precioso num evento assim, já que não existe orçamento específico para contratar tradutores. São 12 línguas traduzidas, além da linguagem de sinais. Entre as mais diferentes: mandarim, croata e checo, além de francês, alemão, romeno, russo, entre outras. Quem coordena o grupo com mais de 20 pessoas que traduz para o português é o pastor Günther Wallauer, da Divisão Sul-Americana. “Estas pessoas se revezam durante o dia, pelos dez dias de conferência e aproveitamos os delegados e membros fluentes em inglês que queiram ajudar”, explica Wallauer.
Um desses voluntários é o pastor Deny Martins, de Curitiba, que já traduziu pregadores como Mark Finley na TV e ajudou na tradução da última Conferência Geral em Toronto no Canadá. “A tradução aqui é muito diferente, pois não é como traduzir um pregador que espera você falar e que tem público pra te ajudar, caso não conheça alguma palavra. Aqui é simultâneo e o desgaste mental é muito maior, já que você não vê quem fala, não tem contato pessoal”, analisa o pastor para quem os sotaques mais complicados são os asiáticos e africanos, mas lembra que cada tradutor tem sua própria dificuldade. “Contudo, é um grande privilégio ouvir os melhores pregadores, os melhores cantores e ver tudo aqui de cima”, pondera.
Na Divisão Sul-Americana, os dois idiomas são Português e Espanhol e para este segundo, a Divisão Inter-Americana ficou responsável. O pastor Mario Niño, que coordena a tradução do Espanhol tem um desafio e tanto, já que são muitos os países que falam o idioma e com muitas variações. “Procuramos selecionar tradutores com experiências internacionais e que tenham um espanhol claro e de fácil compreensão. Sem falar que no inglês se usa menos palavras para dizer mais coisa, bem diferente do espanhol que usa mais palavras. Então traduzimos o conceito, a ideia, pra poder ficar no mesmo tempo”, comenta. Quando é algo técnico, como relatório de tesouraria, os tradutores procuram gente da área que consegue explicar os conceitos específicos numa linguagem mais acessível.

[Equipe ASN, Fabiana Bertotti]
Fonte: Blog da Divisão Sul Americana // http://gc.portaladventista.org/
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