
Wendel Lima
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[Atlanta, EUA] Estabelecida por imigrantes nas comunidades sulistas de descendentes europeus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, 115 anos depois de batizar seu primeiro membro brasileiro, se mostra um movimento religioso pujante, como nunca. O relatório da sede administrativa sul-americana, apresentado na noite de ontem, em Atlanta, Estados Unidos, foi prova disso.
O interesse dos adventistas de outras partes do mundo pelo avanço da Igreja na América do Sul e, especialmente em terras tupiniquins, não é sem razão. De um começo humilde, marcado pela dependência em relação ao financiamento e liderança da Igreja mundial, hoje, o adventismo brasileiro está consolidado e serve de referência ao mundo em diversos aspectos: educação, colportagem, comunicação e evangelismo em massa.
Longe de sentir mero “orgulho” por todo esse avanço, o momento é para agradecer a Deus por Sua atuação visível e invisível a frente de Sua igreja; de reconhecer o trabalho fiel das gerações que nos precederam e de tomarmos “o bastão” que esses nos passaram para conduzir o povo de Deus no século 21, que, todos esperamos ser o último antes da Volta de Jesus.
O tempo é mais do que oportuno também para refletir. Primeiro ponderar sobre em que, como e por que avançamos. Em segundo lugar, sobre em quais aspectos precisamos crescer. Não vivemos no vácuo, somos reflexos da sociedade e do tempo em que vivemos. E entender e atuar em meio a essas mudanças contextuais, talvez, será o maior desafio dos adventistas brasileiros nos próximos anos. Temos pela frente uma igreja e sociedade high tech, com maior acesso à educação superior, informação e consumo; uma população de mentalidade pós-moderna, sedenta por Deus, mas que não se sente inclinada a buscar o conhecimento e a experiência com Ele pelos caminhos tradicionais (leia-se a igreja institucionalizada). O Brasil do futuro continuará a ser evangelizado pelos métodos tradicionais, mas demandará, cada vez mais, abordagens segmentadas.
Por fim, acredito que os próximos anos serão marcados mais por oportunidades do que por desafios. No início do século 21, a Igreja Adventista terá o papel de inspirar o adventismo de outras partes do mundo, seja “exportando” projetos ou missionários. Temos muito em que contribuir e aprender com o campo missionário além-mar. Alguns, há anos, têm dado essa contribuição: os pastores Gilberto Araújo na África (http://bit.ly/bjZBrg); André Vieira na Austrália (http://bit.ly/cTyILq) ; Rickson Nobre na França (http://bit.ly/bjZBrg); e Samuel Neves na Inglaterra (http://bit.ly/aElZhS), são exemplos que você pode acompanhar nesse blog. Longe de me valer de um clichê, a geração atual de adventistas tem a oportunidade mais singular da história de ver Jesus voltar em seus dias, para tanto, precisa se envolver na missão, seja aqui ou acolá. Cumprir a missão no Brasil é concluir o que os pioneiros começaram, e pregar pelo mundo, é retribuir o que os estrangeiros nos trouxeram. Pense nisso!

Wendel Lima, é pastor e jornalista, editor de notícias da Revista Adventista |