
Pastor Erton Carlos Kohler, presidente
da Igreja Adventista do Sétimo Dia na
América do Sul
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A direção divina foi visível na maneira pela qual a igreja se comportou em Atlanta
A cada cinco anos, quando acontecem as assembleias mundias da igreja, existe muita expectativa. Afinal, essas reuniões são o termômetro de nossa situação mundial. Ao mesmo tempo, são o fórum das discussões de nossos grandes temas, o marcador do rumo, o momento das eleições, o espelho de nossa diversidade e o elemento de nossa unidade.
Como a maioria, eu também fui para Atlanta com esse sentimento. Orei muito a Deus pedindo que, independentemente dos resultados, todos pudéssemos ter a certeza de que Ele estava no comando. Que não predominasse nenhum interesse regional, pessoal ou de grupos independentes. Precisávamos voltar desse encontro com nossa confiança renovada. Depois do apagar das luzes, quero convidá-lo a repassar alguns pontos que evidenciaram a direção divina.
Havia muita preocupação com o rumo que poderia tomar a discussão a respeito de alguns temas sensíveis ou polêmicos, e também com a reação de algumas regiões do mundo. Tudo isso se enfraqueceu diante do visível clima de unidade, o qual demonstrou como Deus estava no comando. As opiniões eram diferentes, mas eram evidentes o respeito pelo resultado e o desejo de ver a igreja avançando unida.
As comissões de nomeações foram outra demonstração da ação divina. Os temas foram longamente trabalhados e ocorreram muitas mudanças. A principal delas foi a do próprio presidente da Associação Geral. O pastor Jan Paulsen deixou a função e, para seu lugar, foi eleito o pastor Ted Wilson. A transição de liderança foi tranquila. O presidente anterior continuou no auditório, acompanhou as reuniões e participou positivamente sempre que solicitado. Conversei com ele logo após a eleição do novo presidente. Suas palavras foram de gratidão a Deus pela oportunidade de haver servido como líder mundial, e de plena confiança nas decisões da igreja.
Já o novo presidente deixou clara sua visão de que somos a igreja remanescente e precisamos reforçar nossa visão profética da volta de Jesus. Enfatizou que deseja colocar todo o empenho em conduzir a igreja a um reavivamento, reforçar a importância dos escritos inspirados de Ellen White e envolver a igreja ainda mais no cumprimento da missão. Desde o início, ele foi fortemente aplaudido por suas palavras, o que demonstra o desejo da igreja em avançar nessa direção.
Deus conduziu as coisas do modo certo e no momento certo. Além do clima positivo e sem partidarismo das comissões, foi ética e equilibrada a atitude dos eleitos e mesmo dos que não continuaram em suas posições.
A direção divina também foi visível na maneira pela qual se comportou a igreja, com sua diversidade. Entre os delegados estavam homens, mulheres, jovens, gente simples e importantes profissionais, pessoas que trabalham em nossos escritórios e pastores que representavam os distritos, departamentos ou a administração da igreja. No grupo da América do Sul, essa diversidade era expressiva. Apesar disso, o programa avançou e as decisões foram tomadas com equilíbrio e segurança.
Foi emocionante ver essa diversidade representada pelas quase 70 mil pessoas que lotaram o local de reuniões no último sábado de manhã. Da plataforma, onde eu estava sentado, a visão era tocante. À noite, durante o Desfile das Nações, quase o mesmo número de pessoas assistiu a mais uma amostra da globalidade da igreja. Representantes de 206 países se apresentaram com suas bandeiras e trajes típicos. Foi uma oportunidade de confirmar que o evangelho está sendo pregado em quase “todo o mundo” (Mt 24:14).
Ao terminarem as reuniões, voltei com a certeza de que Deus dirigiu todas as coisas. Era comum ouvir os delegados falando com entusiasmo sobre a visão apresentada pelo novo presidente mundial, renovando o compromisso espiritual de cada membro e reforçando a ênfase na missão da igreja. É uma visão que se assemelha muito com o foco de “Comunhão e Missão” que tem sido fortalecido dentro da Divisão Sul-Americana. Essa é mais uma evidência de que Deus está conduzindo todas as coisas numa só direção.
Vamos avançar com confiança, porque o mesmo Deus que dirigiu a igreja em Atlanta continua à frente de Seu povo hoje.
O pastor Erton Kohler escreve mensalmente para a Revista Adventista, periódico mensal publicado pela Casa Publicadora Brasileira.

Fonte: Revista Adventista (agosto de 2010)
http://www.cpb.com.br
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